MUSEU DO TABACO DA MAIA

Recepção do Museu do Tabaco da Maia. São Miguel. Açores. 2009 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

O Museu do Tabaco está sediado na Ilha de São Miguel, nos Açores, na localidade da Maia, freguesia da Ribeira Grande. Resultou da aquisição, em 2004, de uma antiga Fábrica de Tabaco por parte da Santa Casa da Misericórdia do Dívino Espírito Santo da Maia, com o propósito de ali criar um Museu.

Museu do Tabaco da Maia. São Miguel. Açores. 2009 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Colaborei neste projecto durante 12 anos; em 2009, na componente audiovisual da área agrícola, primeiro na Casa Nova e Secador e, mais recentemente, em 2023, no núcleo industrial com que se concluiu a intervenção.

Em 2019, fui também autor das fotografias e dos conteúdos audiovisuais para o Welcome Center que foi instalado no perímetro da antiga Fábrica, por iniciativa do Município da Ribeira Grande.

A ÁREA AGRÍCOLA: CASA NOVA E SECADOR

Edifício da Casa Nova. 2009 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Edifício da Casa Nova. 2009 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

A partir de duas projecções colocadas em dois edifícios distintos, na Casa Nova e no Secador, podemos observar as diferentes fases do processo técnico dos sistemas de transporte, pesagem e enfardamento do tabaco, em percursos percorridos no interior e exterior do espaço expositivo.

Edifício da Casa Nova. 2009 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Edifício da Casa Nova. 2009 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

A imagem e o som situam-nos na proximidade dos lugares em que se encontram os protagonistas:

  • no primeiro caso, posicionando os visitantes em locais chave onde se desenrolavam as actividades. Em breves momentos, podemos a partir dali seguir o olhar de quem trabalha através de uma câmara que os próprios transportam.
Edifício da Casa Nova. 2010 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.
  • no segundo e em articulação com cada um destes vídeos, são distribuídos e difundidos, de forma selectiva, ambientes sonoros em alguns dos lugares onde eram realizadas as diversas tarefas.
Edifício da Casa Nova. 2010 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Paralelamente, com o som in situ, as máquinas e equipamentos como que “ganham vida”, tornando-se também elas protagonistas da acção que vamos acompanhando enquanto percorremos esta parte da exposição.

A colaboração do Francisco Leal na captação de som e na sonoplastia foi decisiva na conceptualização e implementação da componente audiovisual, tornando possível criar uma atmosfera sugestiva e envolvente, de modo a que naqueles espaços se sinta a presença dos que ali trabalharam.

Edifício do Secador. 2010 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Edifício do Secador. 2010 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

A componente audiovisual foi concebida e implementada em estreita articulação com António Viana, responsável pela concepção plástica e realização museográfica de todo este projecto. Mais um trabalho notável e de excepção, como sempre nos habituou. Foi ele quem me levou para estas andanças do audiovisual em exposições e com o qual, desde então, tenho tido o privilégio de sempre continuar a aprender.

À direita, António Viana. Ao centro João Bulhões. À direita, Laudalino Rodrigues Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Dívino Espírito Santo da Maia. Edifício da Casa Nova. 2010
© Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

A preocupação pela preservação da integridade do espaço enquanto antiga fábrica que está subjacente a esta intervenção e de que veio a resultar o Museu do Tabaco da Maia, tem também um outro contributo de excelência: a Luminotecnia assegurada pelo Eng. Victor Vajão.

Vítor Vajão. Edifício da Casa Nova. 2010 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Vítor Vajão e equipa de Luminotecnia. Edifício do Secador. . 2010 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Participaram nos filmes que integram a fase agrícola vários figurantes que reconstituíram os trajectos e as tarefas executadas pelos antigos funcionários da fábrica.

Da esquerda para a direita: Silvério da Costa Pereira e Jaime da Costa Martins. 2009 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

A ÁREA INDUSTRIAL

Sala da parte industrial do Museu do Tabaco da Maia. 2023 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

A componente audiovisual desta segunda fase, consistiu na realização de um vídeo onde se regista a memória da fábrica de Tabaco da Maia na primeira pessoa, a partir do testemunho de uma das suas figuras mais destacadas: João Bulhões.

João Bulhões. 2010 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

João revela-nos a vida e o trabalho no interior da fábrica que ele conhece, como ninguém: os seus protagonistas, as tarefas que ali ocorriam, como e quando se organizavam.  Evoca não apenas o que acontecia nos diferentes espaços, mas também o que considera ser essencial para o seu pleno entendimento: o “espírito” da antiga fábrica.

Inauguração da parte industrial do Museu do Tabaco da Maia. 2023 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Para além do João Bulhões, o vídeo contou com a participação de Maria do Espírito Santo e Maria de Fátima Pimentel.

Da esquerda para a direita, Maria do Espírito Santo e Maria de Fátima Pimentel. 2023 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.