
Apesar de não ter mais de 3 Km de comprimento e pouco menos que meio Km de largura, a Ilha de Moçambique tinha na altura em que foram feitas estas fotografias, em 1996, perto de 15.000 habitantes. Para além do peixe e do sal, praticamente tudo o resto é trazido do exterior. A ponte de cerca de 3 km que permite o acesso por terra da ilha ao continente, é por onde se efectua uma boa parte do abastecimento e dos escoamento dos produtos para o exterior. Mas a circulação de produtos e bens continua a ser feita de barco a partir de vários pontos da costa, como é o caso da baía do Mossuril.
Por aqui, como se poderá ver e escutar, o mar não separa, antes une a Ilha ao continente. E vice-versa.
EMBARCAR NA BAÍA DO MUSSORIL
É grande a azáfama para chegar e partir para a Ilha de Moçambique e dela regressar para o continente. Mal nasce o sol, na baía do Mossuril vão chegando barcos e pessoas para atravessarem o canal que as separa da ilha.

É a maré que dita o melhor local para o embarque. Quando está baixa, há que caminhar pela água até chegar à embarcação que as espera para seguir viagem.

Mussoril. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Mussoril. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Mussoril. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Mussoril. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Mussoril. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.
Ao ritmo da maré, as embarcações vão-se posicionando o mais perto dos bancos de areia sem correrem riscos demasiados que as levem a encalhar.

Mussoril. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Mussoril. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.
Não há tempo a perder. Com os passageiros e carga a bordo, não se avistam nas proximidades mais pessoas para embarcar. Antes de içar a vela, há que procurar o melhor caminho com cuidado e é com uma longa vara assente no fundo ali tão próximo que se empurra o barco para o largo na direcção da ilha de Moçambique.

Porque a imagem não tem escuta, deixo aqui a captação de som do Francisco Leal do embarque no Mussoril.
Estes registos foram feitos para a exposição Culturas do Índico. Promovida pela Comissão Nacional dos Descobrimentos, assinalou os 500 Anos da Viagem de Vasco da Gama à Índia, tendo sido inaugurada em Maio de 1998 no Museu Nacional de Arte Antiga.
O CAIS DO CELEIRO
O centro de chegada e partida das embarcações na ilha fica no Celeiro. É um rodopio permanente de gente que se prepara para embarcar ou dos barcos que se aproximam velozmente para subitamente recolherem a vela quando estão mesmo junto à costa.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.
O Celeiro expressa bem o pulsar e a vitalidade da Ilha de Moçambique. Como um lugar que atravessou inúmeras crises ao longo da sua história, continua a atrair pessoas que vêm de longe, das zonas mais próximas e simultaneamente acolhe uma população que não pára de aumentar.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.

Celeiro. Ilha de Moçambique. 1996 © Jorge Murteira. Todos os direitos reservados.